Ir para o conteúdo

Ao construirmos um aplicativo, diversos fatores e funções devem ser levados em consideração. A começar com o processo de releasing, ou seja, de lançamento do APP, que necessita de uma contínua organização e estruturação. Depois, a distribuição e a revisão da aplicação precisa ser feita de maneira minuciosa para que não haja erros e, assim, a iniciativa não fique comprometida. Por fim, há a etapa de pós entrega, que agrupa estratégias de marketing e branding para uma melhor promoção do produto. 

Uma aplicação mobile exige planejamento e, também, atenção aos mais diversos detalhes que circundam esse mundo. Quer aprender mais sobre esse processo? Continue a ler o artigo e descubra sobre a produção e lançamento de um aplicativo.


O processo de releasing de uma aplicação

E se seu cliente realizasse um pedido de lançamento de um APP para o dia seguinte? Seria possível? 

Provavelmente não. 

O processo de releasing de uma aplicação mobile demanda tempo e esforços necessários que ultrapassam a marca das 24 horas. É necessário contabilizar alguns fatores de rotina, como: 

  • Validação das lojas, como App Store e Google Play;
  • Distribuição em ambiente beta, ou seja, uma distribuição para um pequeno grupo de usuários para testagem;
  • Distribuição faseada e gradual até chegar em 100% da base.

Dessa forma, o processo de lançamento de um aplicativo demora mais de 1 dia para sua realização, impossibilitando que o desejo de seu cliente seja atendido. E um detalhe, mesmo que a distribuição já tenha alcançado 100% da base, não é possível garantir que todos os clientes estão com a versão atualizada.  

Como organizar, então, um processo de releasing? 

Existem diversas metodologias que auxiliam na organização da subida do APP, mas uma que é utilizada na CWI é a Release Train. Esse formato de distribuição permite várias equipes consigam trabalhar concomitantemente sem afetar os trabalhos uns dos outros ou a qualidade da entrega do produto. 

Fonte: O que é Release Train? Entenda o conceito e suas vantagens.

Essa metodologia faz uma analogia com um trem que parte em um horário específico e, assim, apenas os passageiros que chegarem a tempo embarcarão nele. 

É necessário definir um calendário de release e,assim, o time todo sabe quando será a próxima release, caso percam, saberão que terá outra, assim como um trem. 

Uma vez definido o calendário, ou o timebox, é necessário estabelecer o Code Freeze, a data de corte. Ela é o dia/hora limite para entregar o código pronto, testado e devidamente aprovado pelo time da squad.

Atuando com essa lógica, os times mantêm-se organizados e tranquilos, pois um padrão foi ajustado e definido.


Como realizar uma distribuição de um APP?

Existem diversas maneiras de realizar uma distribuição de uma aplicação. No entanto, o que vai definir a sua estratégia são as necessidades do cliente.

A distribuição pública de um APP se dá a partir das lojas, como App Store (IOS) e Google Play (Android). Enquanto a distribuição interna pode ocorrer por diversas plataformas e meios, tais quais: 

  • Apple Developer Enterprise [IOS] 
  • Ad-hoc (devices registrados) [IOS] 
  • Google Play Private Channel [Android] 
  • APK (fontes desconhecidas) [Android] 
  • MDM [Android e IOS] 

O processo de distribuição em loja pode ser totalmente automatizado via integração contínua, basta desenvolver uma pipeline em algum serviço de esteira que permita a integração com lojas de aplicativos, alguns exemplos sólidos do mercado são: Fastlane, Azure Pipelines e GitHub Actions. 

Depois que o aplicativo já está nas lojas, é necessário realizar testes para garantir sua eficiência. Tanto a App Store, quanto o Google Play permitem faixas de liberação voltadas para teste interno e também externo, nesse caso, elas serão disponibilizadas para um público específico. Existem ferramentas usadas para testar uma funcionalidade a mais público: 


Revisão

Agora que sua aplicação já se encontra disponível para o download, é crucial que se preste atenção na revisão dela. As guidelines, da App Store e Google Play, são guias de boas práticas que devem ser seguidas para que seu app seja aprovado pelas lojas. Alguns critérios que são levados em consideração: 

  • Segurança para o usuário 
  • Performance 
  • Negócio 
  • Design 
  • Legalidade 

Para evitar problemas com a aceitação do produto, você pode realizar uma revisão ao longo do ciclo da aplicação. 

Ambas lojas realizam uma revisão esporadicamente nos apps que estão publicados para garantir que todos estão de acordo com as guidelines. Caso sua aplicação não respeite-as, ela pode ter os downloads bloqueados ou até ser banida da loja. 

Uma outra forma de ter seu aplicativo revisto pela Google ou Apple é a partir de denúncias feitas pelos usuários, por isso preste atenção nas suas avaliações, tópico que comentaremos a seguir. 


Pós entrega

Essa é a hora de entregar valor além do código para o cliente. O branding e o marketing entram em ação, deixando a programação um pouco de lado. 

O que faz um usuário baixar um aplicativo? 

Existem diversos fatores, mas algumas características que chamam a atenção são:

  • Ícone 
  • Título
  • Imagens 
  • Vídeo 
  • Nota 
  • Avaliações
  • Descrição 

Assim como existem estratégias de ranqueamento de sites (SEO), também existem de APPs. Chamamos de ASO, App Store Optimization, o processo de aumentar a visibilidade de um aplicativo e, a partir disso, conquistar mais downloads. 

Alguns elementos que influenciam no ranqueamento em lojas (App Store e Google Play) são: 

  • Título do app
  • Compras in-app
  • Avaliações e notas 
  • Atualizações regulares 
  • Métricas de uso 
  • Performance 

Um ponto importante do ASO são as avaliações e notas da aplicação. Para aumentá-las com qualidade deve-se ter cuidado com a experiência do usuário, pois um usuário mais contente tem mais chances de avaliar positivamente. 

Uma estratégia para acompanhar a satisfação dos usuários são os In-app reviews, que se caracterizam por acontecer dentro do aplicativo, buscando bons momentos na jornada da pessoa. 


Como posso mensurar resultados?

É possível coletar dados sobre a performance do app nas lojas para obter métricas sobre as estratégias utilizadas em ferramentas de Analytics. 

O portal de desenvolvedor das lojas (Console) permite a visualização da taxa de conversão de downloads, dos termos usados por usuários para chegar na página e dos dados demográficos. 

O Firebase Analytics, ferramenta do Google, auxilia nas métricas de uso, na retenção, na atividade do usuário ao longo do tempo e nos dispositivos. 

O universo das aplicações mobile é imenso e com muitas riquezas. Tornar-se expert nele é uma tarefa que exige constante atualização e dedicação. Cada vez mais aplicações são valorizadas e requeridas, afinal o mundo está ao alcance de nossos dedos. 

Outras publicações