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CWI de Norte a Sul: Um olhar sobre diversidade cultural

8 min. de leitura

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CWI.Digital House Autor


Quando Pero Vaz de Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes escreveu uma carta ao Rei: O que nela planta tudo cresce e floresce. – Tropicália de Caetano Veloso. 

Não é exagero dizer que o Brasil é sinônimo de diversidade. Em sua vasta extensão, o país abraça múltiplos povos, saberes e crenças e, com toda essa riqueza cultural, é normal que algumas pessoas ou regiões desconheçam particularidades das demais.

A CWI é brasileira e está presente em 19 das 27 unidades da federação através de seus colaboradores e colaboradoras. Para celebrar esse mix e mostrar um pouco das muitas faces da empresa, conversamos com pessoas do Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Paraíba e Rio Grande do Sul.  

Nesse artigo você encontra:

O Norte de borogodó e o Nordeste arretado
➡➡ A um avião de distância
➡➡ Regatas de um lado, casacos do outro
O trem bão do Centro-Oeste
➡➡ Star Wars = Match
➡➡ Café, pão de queijo e queijo
Capixabas e gaúchos
➡➡ Indicação para novos rumos
➡➡ Acolhimento mineiro direto do Sul
➡➡ Capaz – Uma palavra para pensar.

O Norte de borogodó e o Nordeste arretado

Foto de Michele, uma mulher branca de cabelos escuros e presos. Vestindo uma regata azul com listras brancas. Ela está sorrindo.
Foto de Dayana, uma mulher branca de cabelos escuros e presos. Na imagem ela está sorrindo e usando fones de ouvido extra auricular.

Juntos, Norte e Nordeste são a moradia de mais de 36% dos brasileiros*. Essas regiões, embora muito diferentes, muitas vezes são vistas como uma só, o que incomoda (e com razão) muita gente. 

Os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins compõem o Norte e abrigam boa parte da Amazônia. Entre as iguarias está o Tacacá, combinação de jambu, camarão seco, goma e tucupi, enquanto o açaí é servido sem temperos e como acompanhamento para peixe frito. 

Já o Nordeste é terra dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Por lá as praias são exuberantes e de mar quente, bolo de rolo, feijão verde e cuscuz são ícones gastronômicos, e o São João é levado a sério.  

A um avião de distância

Devido à pandemia, o trabalho home office deixou de ser uma lenda e virou parte do dia a dia dos brasileiros. Entretanto, atuar para uma empresa que fica literalmente do outro lado do país não deixa de ser desafiador. Para Dayana Souza Silva, desenvolvedora, sair de um lugar que fica há dez minutos de casa por outro no Rio Grande do Sul foi desafiador, mas ela abraçou (e foi abraçada).

“Eu conheci a CWI através de amigos que já vieram trabalhar aqui, todos diziam que é uma empresa muito boa, tranquila. Eles ficaram me chamando e eu relutando. Só que chegou um momento que a maioria deles chegaram aqui e aí eu disse: ‘Agora me sinto confortável para ir’.

“É uma empresa muito diferente do que eu conhecia em relação à receptividade. O pessoal é mais receptivo, todos se ajudam muito e são bastante unidos. Todos conversam e eu acho isso muito importante, de verdade”, afirma. 

Dayana está entre as 54 pessoas  que trabalham conosco lá da Paraíba, no Nordeste. O estado é o terceiro com o maior número de profissionais CWI no Brasil. 

Para Michelle Carreira, trabalhar para o Sul não foi novidade. Ela já havia atuado remotamente para uma startup de Santa Catarina. O “game changer” foi o fato de atuar com UX Research, foco de sua carreira. 

“Eu estava trabalhando como Product Designer em outras empresas, que é o ciclo inteiro de produto. Percebi que a CWI tinha a oportunidade de atuar diretamente com o que eu queria. Avaliei a empresa, fui atrás de informações e aparentemente condizia muito com o meu momento profissional.

Regatas de um lado, casacos do outro

Falar sobre o clima é uma forma comum para iniciar conversa.  Seja em caronas, aguardando em uma fila, no bar… Quando consideramos as regiões diferentes o papo fica ainda mais interessante pois, de um lado temos uma região onde as temperaturas são quentes e constantes. Do outro, uma parte que exige um guarda-roupa específico para o inverno. 

Esse assunto é rotina para Dayana e Michelle, que lidam diariamente com o clima quente. “Na minha equipe tem várias pessoas de outros estados brasileiros e a gente brinca com isso, cada um diz a temperatura do dia na sua região, os sotaques também são muito diferentes”, comenta Dayana.  

No Norte, o assunto é recomendado para iniciar conversas, como pontua Michelle. “Aqui em Manaus, a gente sempre puxa assunto dizendo que tá quente pra caramba, ou então que vai cair um toró daqueles” (chuva forte). Quase sempre começamos a Daily assim, comparando os climas extremos de quem tá no Sul com o meu, aqui do Norte”. 

Apesar das inúmeras diferenças entre as regiões, a linguagem acaba não interferindo  no dia a dia das meninas. Para elas nenhuma expressão causou estranheza na comunicação com os demais colegas, e o sotaque nordestino foi abraçado pelo time.   

“Eu entro e falo bom dia, aí todo mundo fala “bom dia” para falar igual a mim, acho muito engraçado isso”.

O trem bão do Centro-Oeste

Foto de Thainá, uma mulher branca de cabelos ruivos na altura do peito. Ela usa óculos com armação preta e veste uma regata também preta. Na imagem, Thainá está sorrindo.

Composto pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Centro-Oeste também é onde fica o Distrito Federal e a capital do país, Brasília. Cerca de 8% da população brasileira* mora nessa região que detém 19% do território nacional**. 

No quesito gastronômico, o Centro-Oeste é muito diverso. Bolo de arroz e mojica de pintado são algumas das delícias culinárias, além do consumo de mate gelado, hábito que os mato-grossenses aprenderam com os vizinhos paraguaios, e do pão de queijo, salgado típico de Minas que faz sucesso entre os goianos. 

Star Wars = Match

Trabalhar para uma empresa é uma coisa. Trabalhar para uma empresa que tem gostos em comuns com o seu é outra. Para Thainá José da Cruz Araújo Silva, QA, o amor pela saga Star Wars foi o impulso que faltava para trabalhar na CWI. 

“Conheci a CWI através de um amigo que começou a trabalhar aqui e me mostrou uns stickers de Star Wars,  sou muito apaixonada pela saga. Quando abriu um processo seletivo, ele me indicou e deu match”.  

Além do amor em comum pela história de George Lucas, Thainá viu uma cultura atrativa e a possibilidade de poder aprender sobre o todo dos projetos. “Gostei muito da cultura da CWI, me chamou bastante a atenção. Depois que comecei o processo seletivo, dei uma pesquisada e os feedbacks sempre foram muito bons a respeito da empresa”.

“Eu estava atrás de novos desafios mesmo e aí vi que aqui é o lugar que eu tenho oportunidade de conseguir enxergar outras áreas além de QA. Aqui nós não somos apenas funcionários, somos parte do corpo”. 

Café, pão de queijo e queijo

O estado de Goiás fica bem no meio do mapa brasileiro e faz divisa com Bahia, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Isso impacta um pouco na cultura que abraça diversos costumes e pratos típicos de seus vizinhos. 

Considerando isso, não é exagero dizer que o povo goiano é aberto a novas experiências. Para Thainá, isso se reflete em algumas questões linguísticas e gastronômicas. “Eu to com vontade de tomar esse chá que vocês do Sul tomam, o chimarrão, para saber o gosto. Aqui não tem essa cultura de tomar muito chá, aqui a gente toma muito café. É que nem em Minas, café, pão de queijo e queijo”.

Embora a palavra “véi” tenha presença forte no dia a dia de Thainá, o time ainda não adotou a gíria. Porém os pronomes tu e contigo se tornaram parte de seu vocabulário. “Os meninos falam muito isso e eu peguei isso”. 

Outra curiosidade sobre os moradores desse estado, os times do coração por lá são o Goiás ou o Flamengo. “Se não é um dos dois, tem algo errado”, brinca Thainá.

Capixabas e gaúchos

Foto de Catharina, uma mulher branca, de cabelos escuros e longos. Na imagem ela está sorrindo e veste uma camiseta amarela.
Foto de Fabrício, homem branco, de cabelos curtos e escuros. Ele tem bigode e cavanhaque e está sorrindo. Veste uma camiseta preta.

Sozinha, a região Sudeste é a casa de aproximadamente 40% da população*. Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro formam esse recanto brasileiro, destino de grande parte dos turistas que vêm conhecer o país. 

Por lá também fica a antiga capital nacional, a cidade do Rio de Janeiro. No quesito cultural, o sudeste é conhecido por sua diversidade, musicalmente os ritmos marcantes são Bossa Nova, Choro, Funk, Lundu, Pagode e Samba. 

O Sul concentra 14% dos brasileiros* nos estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A região é a única no país que registra neve, considerada um fenômeno meteorológico. Já a culinária abraça os sabores típicos e proporciona delícias como churrasco, arroz carreteiro, vaca atolada, sagu e ambrosia. 

Indicação para novos rumos

Tanto Catharina Malta da Rocha, Analista de Sistemas, quanto Fabrício Turconi Cordella, Líder de Engenharia, conheceram a CWI por intermédio de colegas em outras experiências profissionais. 

Habitante de Vitória, na capital Capixaba, Catharina ouviu sobre a CWI por um amigo. “Um amigo estava saindo de onde estávamos e falou dessa empresa. Como ele trabalhava comigo e eu sabia do potencial dele, me interessei. Ele me falou dessa vaga, uma posição de analista”. 

Estudante no Apple Developers Academy e quase concluindo o ensino superior, Fabrício estava aberto a novas possibilidades. Foi aí que a CWI cruzou seu caminho. “Conhecia pouco a CWI na época. Esse colega comentou que tinha oportunidade de trabalhar com aplicativos grandes, que a cultura era interessante e que o ambiente era tranquilo para crescimento. Eu acabei gostando bastante e depois que entrei, me apaixonei. Era muito mais do que eu tinha ouvido falar”.

Acolhimento mineiro direto do Sul

Como um todo, o Brasil tem fama por seu perfil acolhedor e alegre, porém, dentro do país alguns povos têm fama mais marcada do que outros. Por exemplo, a marca registrada de Minas Gerais é a receptividade, algo unânime em todos os lugares.  

Embora a região Sul não tenha a mesma fama, surpreendeu Catharina no quesito receptividade. 

“Pensei que o povo do Sul fosse mais fechado. Lido um pouco com o pessoal de Minas, já trabalhei com eles e todo mundo fala que são acolhedores, mas achei que o povo gaúcho também é. Eu pensei que fossem mais fechados mas me surpreendeu, não senti isso”, afirma. 

Capaz – Uma palavra para pensar. 

Típica entre os gaúchos, a palavra “Capaz” é um dos dialetos mais constantes para esse povo. Essa expressão tem 1001 significados e pode ser utilizada para dizer: “de nada”ou “imagina”. Quando acompanhada pela palavra bem, muda um pouco o sentido e pode significar: “claro que não” ou “como assim”. 

A dubiedade da palavra é tanta que pode gerar incerteza para quem fala e para quem escuta também. “No começo senti mais dúvida, aí fui perguntando o que significa “capaz”? O que significa isso?  O que mais ouço é o “capaz” e “bah”, mas esse é tranquilo”, pontua Catharina. 

A mesma expressão que provocou dúvida para Catharina, virou reflexão em Fabrício. 

“O capaz foi algo que já falei várias vezes e para mim não era algo regional. Nunca tinha me ligado nisso. Aí estava falando com um colega da região norte e falei “capaz”, depois de um tempo fiquei pensando “Será que ele entendeu?”. O capaz me marcou principalmente nessa conversa”, conclui. 

Nosso país é conhecido internacionalmente pelo colorido de suas cidades, pelo azul do mar e o verde das matas, mas as cores verdadeiras do Brasil são as pessoas, as vivências e pluralidades, as quais temos muito orgulho de pincelar brevemente nesse artigo. 

Gostou de saber mais sobre a diversidade cultural da CWI e quer fazer parte? 

Acesse a nossa página de oportunidades – https://cwi.com.br/talentos/oportunidades/ 😉

* De acordo com a projeção populacional do IBGE para 2020, disponível no site do INCA. Acesse.
** Informação coletada em Brasil Escola. Acesse.

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